Como inspecionar e manusear cintas têxteis

Inspeção em bancada
Roteiro Básico para Inspeção de Rotina
Colocar a cinta em uma superfície plana e bem iluminada;
Examinar com atenção ambos os lados, em todo o corpo da cinta;
Examinar cuidadosamente os olhais da cinta (sejam eles flexíveis ou metálicos);
Examinar cuidadosamente as proteções e as ferragens (quando existirem). Inspeção de Cintas Têxteis “Em Serviço”

Antes de cada uso, a cinta deverá ser inspecionada quanto a manutenção da sua integridade (manutenção da condição original), para assegurar que permanece oferecendo segurança na utilização.
Nunca utilizar uma cinta sem a etiqueta de identificação ou, apresentando agressões acentuadas decorrentes do uso excessivo ou inadequado. Na dúvida, não utilize a cinta e encaminhe imediatamente ao Responsável Qualificado para que seja feita uma inspeção mais criteriosa.
Durante o uso, diversas inspeções rápidas deverão ser feitas, no sentido de identificar danos “ocultos por excesso de sujeira”, que podem afetar o uso seguro e continuado da cinta têxtil.
Essas verificações deverão se estender a todos os encaixes e acessórios de suspensão, usados em conjunto com a cinta.
Se houver dúvida quanto à adequação para uso ou, se a etiqueta de identificação for perdida ou se tornar ilegível, a cinta deverá ser retirada de serviço e encaminhada para inspeção do Responsável Qualificado.

ATENÇÃO: É proibido o uso da cinta sem a etiqueta de identificação azul (que garante a rastreabilidade estabelecida na norma NBR-15637).
 Periodicidade de inspeções nas cintas.

Existem 2 tipos básicos de inspeção: Antes de cada uso e periódica.
A inspeção antes de cada uso é fundamental para garantir que a cinta mantenha-se em suas condições originais, sem cortes.
A inspeção periódica tem uma frequência definida pelo “SESMT” da empresa ou “Responsável Qualificado” (conforme definido pela norma brasileira) da equipe usuária de cintas, devendo ser uma inspeção mais aprofundada, com registro formal de sua ocorrência (conforme definido na Portaria 3214 – MTE – NR 11 – Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais) e realizada pelo Responsável Qualificado. Quando você deve fazer a troca das cintas Cinta plana, apresentando acentuada “abrasão”


Mesmo que os fios externos não cheguem a se romper, podem atingir um ponto de desgaste que diminui o coeficiente de segurança da cinta, tornando seu uso precário à segurança.   
   



Corte no sentido longitudinal
 
Pode ocorrer quando a cinta têxtil for utilizada em contato com área não plana da carga. Se ocorrer corte no sentido longitudinal, a cinta deverá ser retirada de uso e providenciado o descarte seguro, cortando o produto em várias partes menores para garantir que não será reutilizada.  
 



Corte no sentido transversal
 
Pode ocorrer quando a cinta têxtil sofrer tensão desequilibrada ou, contato com cantos vivos, agudos e/ou abrasivos. Se ocorrer corte no sentido transversal, a cinta deverá ser retirada de uso e providenciado o descarte apropriado. 


Corte em cinta tubular
Pode ocorrer quando a cinta for utilizada em contato com área não plana da carga. A tolerância à continuidade de uso de cinta tubular com estes cortes, ocorrerá apenas se o corte não atingir o núcleo da cinta (cordões internos), ficando restrito apenas na “capa” do produto. Em caso de dúvidas na inspeção, enviar o produto para inspeção do fabricante.
 
Acessórios (Ferragens)
Controlar o estado das ferragens em todos os seus componentes, tais como travas, pinos etc. Controlar o desgaste nas paredes das peças e alargamento “plástico” causado por sobrecarga. Considerar entre outras características: alongamento interno e externo, amassamento nos elos ou cabo, danos mecânicos, deformação visual, desgaste por arraste ou corrosão, entalhamento, torção etc.
Especificamente para os “ganchos”, devem ser retirados de uso quando a abertura da “boca” tenha uma deformação superior a 10%, ou, apresentar desgaste nas paredes superior a 5% ou, apresentar trincas/rachaduras. Também deverá ser imediatamente substituído se apresentar dobras laterais (identificado quando o encaixe da trava de fixação ficar “fora de centro”).
As manilhas de suspensão devem assentar-se corretamente no gancho de içamento.
 
Rachadura da superfície
Sob uso normal, podem surgir rachaduras nas fibras de superfície. Isso é comum e seu efeito é mínimo. Entretanto, os efeitos são variáveis e, à medida que o processo aumenta, pode ocorrer uma perda na capacidade da carga de trabalho. Qualquer rachadura substancial deverá ser examinada criticamente. A abrasão local/pontual (diferentemente daquela decorrente de uso geral) pode ser provocada por bordas agudas enquanto a cinta esteja sob tensão, podendo provocar perda significativa de resistência mecânica.
 
Cortes
Podem ocorrer cortes cruzados ou longitudinais no corpo das cintas, (a partir do contato com a carga), ou nos olhais (em razão de ranhuras ou rebarbas nos pontos de pega).
 
Ataque Químico
 

Podem ocorrer e causar enfraquecimento ou suavização do material e são evidenciados por “descamação” da superfície, que pode se apresentar solta ou desgastada.
 



 
Dano por aquecimento ou fricção
 


Pode ser identificado ao inspecionar fibras têxteis que, nesse caso, assumem aparência “lisa e brilhante” e, em casos extremos, pode ocorrer “fusão” das fibras (com consequente perda de capacidade de trabalho).
 
  


Como aumentar a vida útil das cintas Levtec
LimpezaAs cintas podem ser lavadas com água fria e detergente neutro, que se enquadre no quadro de resistência das características gerais do poliéster, de forma a retirar óleos e graxas oriundos da utilização.




Forma de lavagem:Diluir o detergente na proporção de 10:1 e deixar de molho até observar o desprendimento de manchas e sujeira em geral. Aplicar jato de água fria até que toda solução de limpeza seja retirada da cinta. A secagem deverá ser à sombra, sem exposição direta ao tempo e em temperatura ambiente.
Armazenamento Deve ser em local livre de sujeira e calor excessivo.
Em temperaturas “baixas”, e se ocorrer formação de gelo (havendo umidade), este poderá agir como “agente de corte” e causar um dano interno provocado por abrasão à cinta. Além disso, o gelo reduzirá a flexibilidade da cinta e, em casos extremos, tornará o produto inseguro ao uso. Essas agressões variam em um ambiente químico, quando então se deve buscar orientação junto ao fabricante ou fornecedor. O aquecimento indireto e limitado do ambiente, dentro das faixas permitidas, é aceitável para acelerar o processo de secagem da cinta (se necessário).
As fibras em poliéster usadas na fabricação das cintas, são suscetíveis a pequena degradação visual quando expostas à radiação ultravioleta.
Antes de serem armazenadas, as cintas deverão ser inspecionadas quanto a danos que podem ter ocorrido durante o uso.
As cintas nunca devem ser armazenadas danificadas.
As cintas que tenham ficado molhadas pelo uso, ou como resultado de limpeza, deverão ser penduradas para a secagem natural.
Cuide das cintas e aumente sua durabilidade. Assim você sempre estará trabalhando com um produto de segurança reconhecida.

 
Dicas de movimentaçãoPara o uso seguro de cintas em elevação ou amarração de cargas, antes da movimentação é fundamental:
     Inspecionar as cintas antes de cada uso (observando se há danos) e assegurar que a identificação e a especificação estão corretas (etiqueta do produto);
    Inspecionar todos os encaixes e acessórios usados em conjunto com a cinta;
    Nunca utilizar cintas danificadas;
    Verificar a existência de cantos vivos e preparar proteções para evitar danos à cinta;
    Proteger as cintas de bordas cortantes, fricção e abrasão, utilizando-se reforços e proteções complementares, de modo a garantir a segurança e vida útil da cinta;
    Conhecer o peso e o centro de gravidade da carga;
    As áreas de movimentação devem propiciar condições de forma que o trabalho seja realizado com total segurança e serem sinalizadas de forma adequada, na vertical e no piso;
    Obter catálogos técnicos, para melhorar o entendimento sobre o produto;
    Consultar a empresa fabricante para esclarecimentos adicionais, quando houver dúvida no procedimento a ser realizado.


Em caso específico de elevação de cargas, acrescentar os seguintes cuidados:
·      Conferir se a carga está livre para a movimentação;
·      Conhecer (sempre) o ponto de equilíbrio (centro de gravidade) da carga;
·      Colocar o gancho de elevação perpendicularmente sobre o centro de gravidade da carga;
·      Se a carga pender, arriar imediatamente;
·      Jamais sobrecarregar o sistema ou equipamento de elevação.
·       Posicionar corretamente a cinta têxtil na carga a ser movimentada.
·       Usar ganchos com raio de apoio nunca inferior ao diâmetro de 1 (uma) polegada de seção lisa e redonda;
·       Não colocar mais de um par de cintas no mesmo gancho;
·       Operar a movimentação com suavidade (evitar movimentos bruscos);
·       Não ultrapassar a capacidade de carga dos elementos de sustentação e ponte rolante, ou de outro tipo de equipamento de içar, atendendo às especificações técnicas e recomendações do fabricante
Fonte: Tecnotextil Indústria / Levtec
Equipe CRG, 24.NOVEMBRO.2017 | Postado em Saiba Mais
  • 1
Exibindo 1 de 1

Carregando...